Carrie,
Eu entendo a sua dor.
O mundo cria monstros
e depois se assusta
com os estragos.
Você só queria ser escolhida.
Queria ser amada.
Queria pertencer.
E, por um instante,
você acreditou que pertencia.
Tommy foi a única exceção.
Você estava tão feliz
naquela noite.
No baile,
a música tocava,
vocês dançavam
e, por alguns minutos,
o mundo parecia ter esquecido
de odiar você.
Até que o sangue de um porco
desceu sobre o seu corpo
e levou consigo
o pouco de esperança
que ainda restava.
Então, finalmente,
a dor escapou do seu peito.
E eu também destruiria tudo…
Porque é fácil condenar os seus pecados
quando ninguém tem coragem
de expor os próprios.
Os seus foram um escândalo
porque o mundo inteiro os viu.
Os dos outros permaneceram em silêncio,
escondidos atrás de sorrisos,
orações
e mãos que apontavam para você.
Talvez o verdadeiro monstro
nunca tenha sido você, Carrie.
Com carinho, Bruno Zampirolli.


Deixe um comentário