the department tortured poets

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Sei que sempre foi poeta.
No seu vasto coração,
sempre houve emoção.

Sei que viveu
no departamento dos poetas torturados,
na noite escura
quis desistir.

Na violenta emoção,
se sentiu insuficiente,
o coração apertou,
não havia cura.
Era um problema na cabeça.

Nunca houve cura.
A melancolia
misturada com agonia
contaminou o coração.

Ele tinha minhocas na cabeça,
se apaixonava por homens de bigode engraçado,
mulheres de cabelos dourados
e até mesmo piratas com a barba grande.

Bissexual louco, senhor!
Frequentou a sociedade dos poetas mortos,
navegou por oceanos travessos,
enfrentou tsunamis.

Loiros ainda são o seu ponto fraco.
Ainda sonha com o Jake.
Ainda pensa no Gui.
Nunca esqueceu o João.

Sarah ainda é desejo.
Luiz ainda o visita em sonho.

E, na vida real,
ainda é um
poeta torturado.

Com carinho, Bruno Zampirolli

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